Necrópole

Foto por Ellie Burgin em Pexels.com

Marta Morais da Costa

Em vão o desamparo clama sua impotência.

Perdem-se na noite os ais sem remédio.

Nada retorna a não ser o escárnio

do Olimpo de fados sinistros.

Remorso não cabe, consolo não há.

A resposta de impassíveis deuses

pune, asfixia, consome, reduz a pó.

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