” Filha destes tempos acelerados, nossa imaginação foi colonizada pela velocidade, pelo imediato e pela explosão de novidades que surgem e desaparecem umas sobre as outras. Vivemos fascinados pelas conexões instantâneas, pelos processadores cada vez mais rápidos e pela hipnose das telas. No entanto, toda essa tecnologia extraordinária foi concebida por uma máquina que trabalha devagar: o cérebro.
Obcecados pela pressa, corremos o risco de nos tornar mais crédulos, mais ávidos e mais domesticados.”
Irene Vallejo em Manifesto pela leitura. Porto Alegre: Dublinense/Seiva, 2026A
